
Salve galera! Tudo bem por aí? Espero que sim. Bora trocar uma ideia 💡
Quando eu sento para ouvir as histórias das mulheres que empreendem, raramente alguém me fala primeiro de lucro ou escala.
Elas me contam de boletos, de filhos, de cuidar da mãe, de sair de um emprego que adoeceu, de recomeçar do zero com o que tinham nas mãos.
Empreender, para muitas de nós, é antes de tudo uma forma de sobreviver, sustentar uma casa, sonhar com um futuro melhor e romper ciclos profundos de desigualdade
Nos últimos anos, o empreendedorismo feminino se consolidou como uma força econômica importante no Brasil, especialmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde mulheres negras lideram a criação de novos negócios, movimentam a economia local e sustentam famílias inteiras, mesmo com pouco acesso a crédito, renda estável e redes de apoio.
Esses dados aparecem na pesquisa “Perfil das Mulheres Empreendedoras do Novo Eixo – Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste”, divulgada pela Alma Preta, e apenas confirmam o que vejo na prática: nós não estamos empreendendo por acaso, estamos empreendendo por necessidade e por potência.
Foi olhando para essa realidade concreta que eu desenhei o Workshop Mulher de Negócios.
Uma jornada prática, acolhedora e direta ao ponto, com foco em gestão financeira, organização e autonomia. Antes de falar de metas e faturamento, eu convido cada participante a olhar para si mesma: quanto custa a sua vida? quanto vale o seu trabalho? De onde vem o dinheiro do seu negócio e para onde ele está indo?
Quando colocamos esses números no papel, a intuição dá lugar à consciência, e o esforço começa a se transformar em estratégia.
Durante o encontro, eu não entrego apenas ferramentas; construo um espaço de troca, escuta e pertencimento. Ali, as mulheres percebem que não estão sozinhas, que muitas das dores que elas carregam são coletivas e que pedir ajuda, compartilhar dúvidas e falar de dinheiro também é um ato de coragem.
Cada participante sai com um diagnóstico inicial do próprio negócio, um plano de metas possível de ser colocado em prática e, principalmente, com um novo olhar sobre o próprio valor.

Depoimentos das empreendedoras do Mulher de Negócios:




Aprender a precificar, organizar as finanças e planejar o futuro do negócio não é só uma habilidade técnica; é um gesto de autocuidado, de dignidade e de reconhecimento da sua trajetória.
Quando uma mulher entende que não precisa se sacrificar o tempo todo para manter o negócio de pé, ela começa a fazer escolhas mais alinhadas com a vida que deseja viver.
No mês Internacional da Mulher, minha intenção com este texto e com o Mulher de Negócios é fazer um convite à reflexão.
Celebrar essa data não é apenas lembrar da luta e da resistência é também afirmar o direito das mulheres a prosperar com consciência, equilíbrio e propósito.Autonomia financeira não é luxo, é base para que possamos dizer mais “sim” ao que faz sentido e mais “não” ao que nos violenta ou limita.
Quando fortalecemos uma mulher empreendedora, impactamos sua família, seu território e a economia do lugar onde ela vive.
Um negócio organizado, com finanças claras e metas possíveis, torna-se ferramenta de liberdade e não apenas de sobrevivência.
O Mulher de Negócios não é só um workshop.
É um movimento de fortalecimento, de construção coletiva e de legado, onde cada história importa e cada passo rumo à organização é também um passo rumo à liberdade.
Neste dia internacional da mulher, eu celebro e honro cada mulher que decidiu empreender mesmo com medo, cansaço e incertezas.
Reforço o meu compromisso em caminhar ao lado delas, com conhecimento, estrutura e afeto, para que possamos não apenas resistir, mas prosperar.



